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🟢 O Peso Que a Gente Escolhe Carregar (filme 15/48)

  • Foto do escritor: André
    André
  • 26 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Viver com o que faz sentido é a única forma de não se perder no barulho do mundo.


Vídeo/Imagem: site youtube



Aos poucos, a gente vai se tornando escravo de uma estrutura que a gente mesmo montou pra ser feliz. Olhando para a trajetória exposta em Minimalismo Já, não vi apenas dois caras jogando coisas fora; vi a autópsia de um sistema corporativo que mastiga o tempo do homem em troca de quinquilharias. A nossa capacidade de articulação é diretamente proporcional ao que deixamos de carregar. Se a mesa está cheia de lixo, a mente não projeta estratégia; ela apenas reage ao caos.


O documentário disseca a crise de sentido com uma precisão cirúrgica que poucos admitem. Joshua e Ryan mostram que o consumo agressivo, potencializado por algoritmos que rastreiam nossas carências, não é um hábito, é uma patologia social. A gente vive sob a ditadura do "um clique", onde o desejo é fabricado para nos manter em uma inércia produtiva.


Eu olho para o meu ecossistema hoje e percebo que cada objeto, cada cargo e cada conexão precisa ter uma função clara. Se não serve para o legado ou para a base, é apenas peso morto. O desapego não é um exercício estético; é um movimento de inteligência para quem deseja transitar sem ser distraído pelo brilho barato do que é supérfluo.


O momento em que Joshua esvazia a casa da mãe após a morte dela é o ponto de ruptura do filme. Ali, fica claro que a memória não é um ativo físico. Reter tralha é uma tentativa infantil de controlar o tempo. Na prática do X365 Vida, isso se traduz na sobriedade de entender que o que realmente importa — saúde, parcerias e o impacto social real — não cabe em caixas de papelão.


Minimalismo não é sobre viver com pouco, mas sobre remover o excesso para que a energia seja canalizada para o que é denso e inegociável. É a remoção cirúrgica do ruído para que a voz do propósito, finalmente, ganhe autoridade.


A proposta de ação individual no final do doc não é um convite educado, é uma provocação para quem tem coragem de fazer o inventário da própria vida. O desafio de 30 dias serve para mostrar o quão dependentes nos tornamos de itens que não agregam um centavo de valor à nossa essência.


Felicidade é liberdade, e liberdade é não precisar de nada que possa ser comprado em uma promoção de liquidação.


A pergunta não é o que você quer ter, mas o que você tem coragem de perder para ser livre.


Minha Avaliação: é uma obra necessária para quem cansou da superficialidade. O filme não doura a pílula; ele expõe a ferida do corporativismo e do consumismo desenfreado com uma maturidade que incomoda. É um guia tático para quem busca clareza em meio ao barulho. Vale cada minuto, especialmente para quem ocupa cargos de liderança e sente que está se perdendo no meio das próprias posses. A limpeza do ambiente é apenas o primeiro passo para a limpeza da vida.


Avaliação pessoal (notas 0/10):


  • Direção: 9

  • Roteiro: 10

  • Fotografia: 6

  • Trilha Sonora: 7

  • Mensagem: 10

  • Nota Final: 8


Até a próxima! 🎦⚫

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