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🔵🟡 Onde o Silêncio é a Melhor Resposta

  • Foto do escritor: André
    André
  • 7 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Um espaço seguro para recuperar o fôlego e também contribuir.


                                            Vídeo/Imagem: site burnoutados anônimos



Este grupo, e a Carol Milters, foi uma grata surpresa que tive neste ano. Na minha jornada de reconstrução pós burnout/depressão, aprendi que os dias não são todos iguais e que, às vezes, a melhor estratégia é saber a hora de parar.


Encontrar o Burnoutados Anônimos me trouxe uma perspectiva nova: as histórias de superação, de dor, de tristeza e, eventualmente, de renascimento, são o que mais vale no final das contas. Aprendi demais ouvindo todas essas pessoas e suas vivências. Falei pouco, mas fiz questão de contribuir com minha presença e meu apoio moral.


Entendi, nesses últimos meses, que a verdadeira força não está em carregar o mundo nas costas até colapsar, mas em saber identificar o momento exato de buscar um lugar onde a performance não é o critério de entrada. Às vezes, o "agora" exige que a gente simplesmente pare de tentar provar algo para os outros e comece a ouvir a própria respiração.


Sempre defendi que a excelência e a profundidade humana precisam caminhar juntas. Não adianta mapear o globo ou estruturar grandes negócios se, por dentro, a estrutura está ruindo.


Esse movimento oferece encontros mensais, online e totalmente gratuitos. A proposta é simples e, por isso, tão poderosa: um lugar de amparo para quem sente que o motor travou por excesso de carga. O que mais me chamou a atenção, e que se conecta com tudo o que eu construo, é a ausência total de máscaras. Lá, você não precisa ostentar um cargo, uma meta batida ou um plano de expansão. Não há pressão para "ficar bem logo" ou para entregar resultados imediatos.


É um espaço de escuta e respeito mútuo, onde a sua presença vale mais do que o seu currículo. Você pode entrar na reunião do Zoom e escolher não ligar a câmera. Pode usar um pseudônimo. Pode até mesmo ficar em silêncio absoluto, apenas absorvendo a coragem de quem decide falar.


Nas frentes que movimento, foco na integração. E essa iniciativa é a integração pura do humano com o real. Os encontros duram cerca de três horas e são divididos em rodas pequenas, de 5 a 10 pessoas, facilitando uma troca que não acontece nos corredores corporativos tradicionais. Existe um espaço dedicado para práticas de respiração e escrita, algo que ajuda a trazer a mente de volta para o presente, para o corpo, para o que é tangível agora.


Participar é um processo direto: você se inscreve, recebe o link e aparece do jeito que der. Sem necessidade de preparo, sem roteiro. É a quebra da hierarquia em prol da sobrevivência emocional. Pra mim, isso reflete o pilar mais importante de qualquer reconstrução: admitir que, às vezes, a gente precisa de ajuda para segurar as alças do que é pesado demais. É saber que você não precisa atravessar esse corredor escuro sozinho.


O valor de um movimento assim é devolver a dignidade a quem foi condicionado a acreditar que parar é um sinal de fraqueza. Pelo contrário, parar pra se ouvir é a maior estratégia de longo prazo que alguém pode ter. O calendário deles para o próximo semestre é claro e as datas já estão disponíveis - começando agora no final de novembro e seguindo pelos meses seguintes. É uma oportunidade real de se planejar para um momento de respiro.


Minha avaliação pessoal sobre o projeto é de que ele é um serviço essencial. Em um ecossistema onde tudo é para ontem, ter uma hora marcada para não ser nada além de um ser humano que precisa de acolhimento é revolucionário.


O fato de ser gratuito e anônimo retira qualquer barreira de entrada, tornando-se um porto seguro para quem já não tem forças para lutar contra burocracias ou julgamentos.


Se você sente que a sua carga está desequilibrada e o cansaço deixou de ser apenas físico, dê uma chance a esse espaço. Não precisa de câmera ligada, não precisa de discurso pronto. Só apareça. O link está disponível e o próximo encontro está logo ali.


Vamos cuidar da base, porque sem ela, o resto é abstração.


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