🔵🟢 Leitura Mensal: O Óbvio, Quando Bem Contado, Vence Eleições (livro 12/12)
- André

- 30 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 2 de jan.
Duda Mendonça, comunicação política e o último livro lido no X365...em 2025.

Vídeo/Imagem: arquivo pessoal
Esse é o último livro que eu li dentro do projeto X365 Vida. E só isso, por si só, já diz muita coisa.
Um livro por mês.
Doze livros em doze meses.
Incluindo o Antigo Testamento da Bíblia, que não é exatamente uma leitura leve de aeroporto.
Eu sempre gostei de ler.
Mas, nos últimos anos, eu levava três, quatro meses pra terminar um único livro.
Não por falta de interesse.
Mas porque era engolido pelas demandas diárias, pelos incêndios, pelas urgências que nunca acabam.
O livro ficava ali.
Na mesa.
Na mochila.
No criado-mudo.
Sempre começado. Raramente terminado.
O que mudou agora não foi força de vontade.
Foi sistematização. Melhor gestão e aproveitamento do tempo.
Quando a leitura entra como parte da vida - e não como um luxo eventual - ela acontece.
E quando acontece, ela transforma o jeito de pensar, de observar, de decidir.
"Mas foi também nesse momento que, pela primeira vez em toda minha vida, entendi que o que eu tanto procurava, o que tanto queria, não se chamava felicidade. Seu nome era paz. Simplesmente paz." (Duda Mendonça)
Fechar esse ciclo com Casos e Coisas, do Duda Mendonça, não foi acaso.
O livro é de 2001, mas continua atual porque não fala apenas de propaganda.
Ele fala de gente.
Duda narra sua trajetória desde Salvador até se tornar um dos publicitários mais influentes do país.
Mas o que realmente importa ali não é o currículo.
É o olhar.
Ele entende cedo algo que muita gente sofisticada ignora até hoje: ninguém decide só com a cabeça.
As pessoas decidem com o estômago, com a memória, com o medo e com o desejo.
Quando ele fala da campanha da Parmalat, dos bichinhos, não é sobre pelúcia.
É sobre afeto.
É sobre criar vínculo emocional antes de tentar convencer.
Quando entra no marketing político, o livro fica ainda mais interessante.
Porque ali não tem romantização.
Ele explica vitórias emblemáticas - Maluf, Marta, e depois o espírito que culminaria no “Lulinha Paz e Amor” - com uma franqueza e tanto!
Duda não escreve para parecer ético.
Ele escreve para ser honesto sobre como o jogo funciona.
A tal “humanização” do candidato não é maquiagem.
É entender qual defeito pode ser tolerável e qual virtude precisa ser amplificada.
É leitura de cenário.
É sensibilidade social.
Você pode concordar ou discordar das escolhas.
Mas não dá pra negar a inteligência estratégica.
O livro deixa claro algo que muita gente finge não saber: as pessoas não votam apenas em propostas.
Votam em sensações.
E talvez seja por isso que esse livro fez tanto sentido agora, fechando esse ciclo de leitura.
Porque depois de um ano inteiro refletindo, lendo, observando, fica evidente que percepção molda realidade.
Não só na política.
Na vida.
A forma como você comunica quem você é.
A forma como você organiza seu tempo.
A forma como você escolhe o que entra - e o que sai - da sua rotina.
Ler um livro por mês não me fez mais inteligente.
Mas me fez mais presente. Comigo mesmo.
Mais consciente do que consumo.
Mais atento ao que realmente importa.
Mais cuidadoso com o que parece urgente, mas não é.
Casos e Coisas fecha esse ciclo lembrando algo simples e poderoso: quem entende gente, entende quase tudo.
E quem não cuida do próprio tempo….acaba sempre vivendo o tempo dos outros.
Fecho o livro, fecho o ciclo.
E sigo.
Ano II nos espera com mais leituras....até lá!




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