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🔵🟢 Entre o Silêncio e o Arrasta-pé

  • Foto do escritor: André
    André
  • 18 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Entre o abraço profundo de Buenos Aires e o arrasta-pé do voluntariado, sigo descobrindo que a vida é um passo de cada vez.


Vídeo/Imagem: arquivo pessoal


                      

Se você me acompanha por aqui, sabe que o projeto X365 - O Primeiro Ano do Resto de Minha Vida é sobre movimento. E, às vezes, esse movimento precisa de trilha sonora.


Em 2025, minha jornada de reconstrução me levou de volta às pistas, e o contraste não poderia ser mais rico: de um lado, a intensidade dramática do Tango; do outro, a alegria comunitária do Forró.


Voltar ao Tango depois de doze anos foi como reencontrar um velho amigo que fala verdades duras. É uma dança que não aceita metades; exige postura, olhar atento e uma conexão que beira o silêncio absoluto. Como eu sempre digo: "dançar tango é algo sério, profundo....e dramático". Nas aulas, entre uma baldosa e um ocho, o Tango nos ensina sobre liderança e escuta, sobre saber conduzir sem atropelar o espaço do outro. É o peso do corpo distribuído de forma consciente.


Mas a vida não é feita só de "melancolia" e precisão. Por isso, o Forró também fez (e continuará fazendo) parte das minhas atividades.


Através do Coletivo Forró Pé de Calçada, onde contribuo como voluntário, a dança ganhou uma camada de propósito social. No asfalto, nos parques, sob o sol ou a lua, o Forró me lembra que a simplicidade é o caminho mais curto para a felicidade. Ali, o voluntariado e o lazer se fundem.


Não é apenas sobre girar uma dama; é sobre ocupar o espaço público, integrar gerações e espalhar pertencimento. No coletivo, a dança é a ferramenta que humaniza a cidade e nos conecta com a base.


Vídeo/Imagem: arquivo pessoal


O X365 Vida me ensinou que o fazer precede o sentir. Eu disse lá atrás que "não sabia dançar", que ia aos eventos só para conversar. Mas a verdade é que, ao me colocar em movimento - seja errando os passos no Tango ou ajudando na organização do Forró na rua - eu estou vivendo o projeto por inteiro.


O corpo se torna o registro real da minha evolução. A poeira nos sapatos não é sujeira; é medalha de quem decidiu - e conseguiu, sair da inércia.


Seja no abraço técnico e carnal de uma milonga ou no suor vibrante de um pé de serra, a lição é a mesma: temos urgência de viver.


A dança nos força a estar no momento presente. Se a mente foge para o problema do escritório, eu tropeço. Se eu me prendo ao passado, perco o tempo da música. Para dançar, assim como viver, é preciso estar presente, um movimento por vez.


Sigo aprendendo que a vida é um diálogo constante entre quem conduz e quem segue.


E, nesse baile, o mais importante não é a perfeição do passo, mas a coragem de continuar na pista.


Ano II tá logo aí....até lá! 💃🏼🕺🏼

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